A rede HF de radioamadores é um sistema de comunicação que utiliza as frequências de alta frequência (HF) para permitir contactos entre radioamadores a longas distâncias. A banda HF normalmente compreende frequências entre 3 MHz e 30 MHz, que têm a capacidade de se propagar pela atmosfera através da reflexão na ionosfera, permitindo comunicações entre países e até entre continentes.

Dentro do serviço de radioamador, as redes HF são frequentemente organizadas em horários e frequências específicas, chamadas de “nets” (redes). Nessas redes, um operador atua como estação coordenadora, organizando a ordem das transmissões e garantindo que todos os participantes possam comunicar de forma clara e eficiente. Estas redes podem ter vários objetivos, como troca de informações técnicas, convívio entre radioamadores, treino operacional ou até apoio em situações de emergência.

Uma grande vantagem da comunicação em HF é que não depende de infraestruturas externas, como internet ou redes de telecomunicações. Por isso, as redes HF podem ser muito úteis em situações de catástrofes naturais ou falhas de comunicações, permitindo que radioamadores mantenham contacto e transmitam informações importantes.

Para participar numa rede HF, o radioamador precisa normalmente de um transceptor HF, uma antena adequada e uma licença de radioamador emitida pela autoridade reguladora do país. Em Portugal, essa atividade é regulamentada pela (ANACOM), que define as regras de utilização das frequências e os requisitos para obtenção do indicativo de chamada.

Assim, as redes HF representam uma parte fundamental do radioamadorismo, promovendo comunicação global, cooperação entre operadores e desenvolvimento técnico, além de desempenharem um papel importante na comunicação de emergência e na experimentação rádio.