As redes digitais de radioamadores em Portugal têm vindo a crescer nos últimos anos, permitindo comunicações mais eficientes, com melhor qualidade de áudio e integração com a Internet. Estas redes utilizam modos digitais que permitem ligar repetidores, hotspots e estações individuais, criando comunidades de comunicação tanto a nível nacional como internacional.

Entre as redes digitais mais utilizadas encontram-se (DMR, D‑STAR, System Fusion e M17). Cada uma destas tecnologias utiliza diferentes métodos de codificação digital e infraestruturas de rede para interligar estações de rádio através de repetidores ou gateways ligados à Internet.

Em Portugal, a rede DMR é uma das mais populares entre radioamadores, contando com vários repetidores espalhados pelo território. Esta rede permite o uso de talkgroups (grupos de conversa) que facilitam a comunicação entre radioamadores de diferentes regiões ou países. Já o sistema D-STAR, desenvolvido pela Japan Amateur Radio League, foi um dos primeiros modos digitais amplamente adotados no radioamadorismo e continua a ser utilizado por diversas estações.

Outro sistema presente em Portugal é o System Fusion, desenvolvido pela Yaesu, que permite comunicações digitais e analógicas no mesmo repetidor, oferecendo grande flexibilidade aos utilizadores. Mais recentemente, o protocolo M17 tem despertado interesse por ser um projeto totalmente aberto e desenvolvido pela comunidade de radioamadores.

As redes digitais oferecem várias vantagens, como melhor qualidade de áudio, identificação automática das estações, possibilidade de enviar dados e mensagens curtas, bem como a ligação entre repetidores em diferentes países. No entanto, também requerem equipamentos compatíveis e alguma configuração técnica.

Em Portugal, o radioamadorismo é regulado pela (ANACOM), que define as regras para a utilização das frequências e a operação das estações de radioamador. Dentro deste enquadramento, as redes digitais tornaram-se uma ferramenta importante para experimentação tecnológica e para manter a comunidade de radioamadores ligada.

Assim, as redes digitais representam uma evolução natural do radioamadorismo, combinando a tradição das comunicações por rádio com as possibilidades das tecnologias digitais modernas.